Em MG Justiça nega pedido de aborto

Segundo notícia extraída no site G1, no dia 14 de outubro, o juiz Jair José Varão Pinto Júnior negou um pedido de aborto para grávida de feto anencéfalo.

Inicia a notícia: “A Justiça de Minas negou o pedido de aborto a uma jovem grávida, em uma decisão divulgada nesta segunda-feira (18). Segundo assessoria de imprensa do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, o feto apresenta má formação. Mas, de acordo com o defensor público Cláudio Miranda Pagano não se trata de má formação, pois o ultrassom diagnosticou que o feto não possui cérebro (anencéfalo)”. Para ler na íntegra, clique aqui.

Segundo o Juiz:

“nem a ciência nem os homens podem afirmar o que se reserva a esta vida ou àquelas que com ela estão veiculadas”;

Em relação à constatação de pequena quantidade de tecido encefálico, ele se manifestou:

“Desta forma, há vida. Não nos compete retirá-la. A obstrução desta vida não possui respaldo legal”.

E você o que pensa sobre isso?

2 Comentários to “Em MG Justiça nega pedido de aborto”

  1. Tenho que a justiça não levou em conta a dignidade da mãe, ela investiu nessa criança.. emocionalmente e financeiramente.. enfrentará a dor do parto , como a da gestação.. e pra no fim, perceber que sua dignidade como mãe morrerá com seu filho .

  2. Antes de levarmos em consideração estudos científicos sobre a mensuração da quantidade de dias, meses ou até anos que um bebê anencéfalo pode viver, só um fato é mais marcante, para mim pelo menos: a mãe deseja abortar a criança. Assim sendo, já a renega crente que não sobreviverá (e, com isso, vir a se frustar). Está pensando em sua situação emocional, já que é soberbo demais querer pensar assim pela vida do outro que nem nasceu.

    Lembrei-me de uma máxima enfatizada por tantos adolescentes quando brigam com seus pais: “Não pedi para nascer”. E não pediu mesmo. Mas nós, pais, com o amor que temos pelo outro, pelo sangue do nosso sangue, enfrentamos obstáculos e desafios em nome da vida.

    Não passei por essa situação, mas se um dia Deus designar um bebê assim em minha vida não irei abortá-lo. Irei sofrer caso venha a falecer, mas irei amá-lo a partir do momento que souber da minha gravidez. O amor é tudo para enfrentar qualquer problema. Se essa mãe não quer a criança, então, não a ama.

    Uma situação semelhante: seu filho adolescente sofre um trágico acidente de carro. Vai parar no hospital e lá permanece em estado vegetativo. Porém ainda com a consciência e poder da fala. Mesmo assim, pede para viver. Quem irá ter coragem de desligar os aparelhos?

    Como, então, saber se essa criança pode morrer se ela nem nasceu? Nem ao menos poderá recorrer em causa própria? Está sendo julgada de acordo com estatísticas que não podem mensurar de fato seu tempo de vida.
    É desumano retirar a vida do outro sem lhe dar opção de escolha. Só os assassinos assim o fazem.

    Enfim, é um caso super complicado e a justiça brasileira ainda não está preparada para decidir isso. Tampouco o sistema de saúde. Se houvesse um sistema de saúde forte, com ampla assistência psicológica para o tratamento das mães que sofrem, por algum motivo, com a gestação da criança, talvez o problema seria amenizado. Talvez. Enfim, não podemos determinar, afinal de contas, tal qual a criança, ainda não estamos maduros suficientes para decidir definitivamente o final dessa questão.

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